Saúde / Educação - 17/12/2017

Banco Mundial: custos do ebola podem chegar a US$ 32 bi

O impacto econômico da epidemia de ebola pode chegar a US$ 32,6 bilhões até o fim do ano que vem se a doença que atinge Guiné, Libéria e Serra Leoa se espalhar para países vizinhos do oeste africano, informou o Banco Mundial nesta quarta-feira.

A avaliação do Banco Mundial diz que o impacto econômico do ebola já é sério nesses países e pode ser catastrófico caso se torne uma crise de saúde mais regional.

"Com o potencial do ebola de infligir custos econômicos enormes sobre a Guiné, Libéria e Serra Leoa e ao resto dos vizinhos da África ocidental, a comunidade internacional deve encontrar formas de ultrapassar barreiras logísticas e enviar mais médicos e funcionários da saúde treinados, mais leitos hospitalares e mais saúde e desenvolvimento para ajudar a interromper o ebola e sua trajetória", disse Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial.

Ele acrescentou que o enorme custo econômico do atual surto para os países afetados e para o mundo "poderia ter sido evitado com o contínuo e prudente investimento no fortalecimento dos sistemas de saúde".

Não é possível prever se a epidemia estará contida até o final do ano, então o relatório estima os custos econômicos em dois cenários. O documento estima que o impacto econômico pode chegar a US$ 9 bilhões se a doença for rapidamente contida nos três países mais afetados, mas pode chegar a US$ 32,6 bilhões se levar um tempo mais longo para ser controlada nessas três nações e se espalhar para países vizinhos.

O impacto econômico pode ser limitado se ações imediatas, nacionais e internacionais, interromperem a epidemia e aliviarem o medo, diz o relatório. O temor a respeito da doença faz com que países vizinhos fechem suas fronteiras e companhias aéreas suspendam suas atividades comerciais nos três países mais afetados.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o ebola matou mais de 3.400 no oeste Africano e infectou um número pelo menos duas vezes maior. Fonte: Associated Press.
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